Perguntas para os cristãos sobre o crucificação e sacrifício

Translated by : فاروق جمعة

   Decerto que na religião islamica o individuo que incorre no pecado, apenas ele assume as consequências do tal pecado como também importa ressaltar que nenhuma pessoa arca com o pecado de outrem, Deus diz no Seu Livro: (E nenhuma alma pecadora arca com o pecado de outra, E se uma alma sobrecarregada convoca outra, para aliviar-lhe a carga, nada desta será carregado, ainda que o convocado seja parente)[35:18]. E a respeito do individuo que incorre no pecado tem como obrigação pedir perdão a Deus, voltando-se arrependido a Ele e, Este prometeu perdoar as falhas daqueles que  incorrem no pecado, consta no Alcorão a seguinte passagem: (E por certo, sou Perdoador de quem se volta arrependido e crê e faz o bem, em seguida se guia)[20:82]. E este cenário aconteceu com o nosso pai Adão, quando consumiu a fruta da àrvore proibida, incorreu no pecado por ter desobedecido a seu Senhor, porém  voltou-se arrependido a Deus, pedindo o perdão e Deus perdoou-lhe, consoante aquilo que Alcorão relata ( e Adão desobedeceu a seu Senhor  e transviou-se. Em seguida, seu Senhor elegeu-o, voltou-se para Ele, remindo-o do pecado e guiou-o)[20:121-122]. O que deprende-se disso que não restou nenhum pecado do Adão para que possa aparecer uma outra pessoa a fim de pagar pelo pecado dele.

     Não obstante na religião cristã o pecado cometido pelo Adão, alias os pecados cometidos pelos cristãos foram arcados por Jesus filho de Maria, que saudações e bênçãos de Deus estejam com ele, que por essa razão foi morto crucificado a fim de resgatar os cristão dos pecados cometidos.

     Pela importância de conhecer-se a verdade sobre o crucificação e sacrifício convido a todo cristão para pensar com seriedade em torno de algumas questões que revelarão a verdade e que permitirão seguir o caminho recto, que fará com que o servo alcance o contentamento de seu Senhor.

     As tais questões/ perguntas foram escritas pelo Doutor Muhammad Jamil Al-gazi, que Deus o preserve, no seu livro com o título “Debate entre os muçulmanos e cristão”.

  • eis as questões em destaque:

1- Os cristão alegam que a crucificação de Jesus filho de Maria foi com o objectivo de alcançar-se a justiça e misericórdia, e qual misericórdia, qual justiça em castigar alguém que não foi quem cometeu o erro/ pecado?

    É possível que alguém nos dê a seguinte  resposta: Jesus cristo aceitou ser crucificado. Diremos: aquele indivíduo que amputa a sua mão ou faz a autoflagelação do seu corpo ou suicida-se, julgamo-lo que está a cometer um erro, mesmo que se diga que ele quiz faze-lo ou aceitou.

 

2- Há quem diga que Jesus cristo é filho de Deus, então onde estava a misericórdia de um pai para com o seu filho no momento em que este último provava vários tipos de castigos sem que tenha alguma culpa,  sentia a dor da crucificação e a entrada dos pregos nas suas mãos.

 

3- Qual é a imaginação dos cristãos à respeito de Deus- O Sublime, Cujo não se contenta que o castigo assole as pessoas, segundo a promessa de Deus, como eles O chamam de pai, Deus é amor, Deus é misericórdia e que é detentor  absoluto da misericórdia e do perdão?

 

4- Seria bom que soubessemos quem essa divindade/ pessoa que compeliu a Deus a cumprir com a justiça e misericórdia e procurar um meio-termo a fim de associa-las,chegando ao ponto de deixar o Seu único filho passar pelo castigo da crucificação, como forma de ser perdoado o pecado de Adão.

 

5- Os cristãos alegam que os filhos de Adão deverão pagar pelo pecado de seu pai. Gostariamos de saber em que legislação os netos devem pagar pelos erros de seus avos, em especial quando as escrituras sagradas enunciam o seguinte: “Não se podem tirar as vidas dos progenitores pelos erros de seus filhos, muito menos a vida dos filhos pelos erros de seus progenitores, mas sim cada indivíduo é morto pelo seu pecado”

 

6- Se a crucificação de Jesus foi pela vontade de Deus a fim de ser perdoado o pecado de Adão, então por que os cristãos detestam os judeus, achando-os de corruptos e agressores a Jesus.

 

7- Será que a vinda do filho de Deus era necessária a fim de ser crucificado ou haviam outros meios pelos quais Deus podia perdoar o pecado do homem?

     Seria importante sabermos o que os cristãos respondem a respeito dessa pergunta, segundo o que diz o Bispo Paulo Sapato: “Não era necessário o crucifixo para que houve a salvação da humanidade do pecado, muito menos se  imagina, em especial com a presença do poder divino”. Em seguida o Bispo busca ser mais objectivo, quando menciona a razão da escolha da palavra, para que esta sirva de salvação da humanidada e expiação do pecado do homem, dizendo: “Deus pelo poder que tem em salvar a espécie humana e alivia-la do castigo resultante do pecado e Sua desobediência, quiz –Glorificado Seja, que a salvação fosse feita por algo mais apreciável por Ele, pois nisso é propenso de se atingir o objectivo ( da Sua obediencia) rapidamente)”.

      Importa ressaltar que o uso dos termos do Bispo “ Deus pelo poder que tem em salvar a espécie humana” significa Deus dizer Ó Adão já perdoei-te. Entretanto, o Alcorão aborda da mesma forma (Adão obteve algumas de seu Senhor algumas palavras de inspiração, e Ele o perdoou, porque é O Remissório, O Misericodioso)[2:37]. Em seguida daremos uma resposta ao escritor (Bispo Paulo) que não é concebível que a gente procure salvar-se pagando uma moeda de Dinar (libra), quando podemos salvar-se com escudo.

     Ademais temos outra resposta  para o autor supracitado que levamo-la de um outro escritor, que é o Pastor Paulo Alyafi, que diz: “Não há sombras de dúvidas que Jesus era capaz de salvar a humanidade e interceder a favor dela diante de seu pai com uma única palavra ou uma prostração, que ele faria em nome da humanidade para seu pai, não obstante ele recusou-se tudo isto e quiz salvar a humanidade aceitando o sofrimento, portanto não significa que estava doente para desejar a morte, muito menos pelo ser injusto e entreter-se ao ver o derramamento de sangue, em especial o sangue de Seu único filho e, Deus Jamais foi injusto, mas sim foi a vontade do deus filho quis juntamente com Deus pai que dessem um bom exemplo a humanidade eterno de amor que prevalecerá por longos anos, que os impulsionará a sentirem-se arrependidos pelos seus erros cometidos e para que passem a retribuir a Deus o verdadeiro amor”.

     Entretanto mais uma vez seremos frontais com este escritor (Pastor Paulo Alyafi) e dissemos o seguinte: ele abordou o problema de forma fantástica, mas quando quis falar acerca da solução, trouxe o que não se esperava e foi infeliz no seu comentário, pois trouxe termos que não  tem nenhum sentido.

 

8- Novamente voltamos para o Bispo Paulo Sapato, colocaremos a ele uma pergunta segundo o que ele perguntou: se é a palavra concretizou-se (a vinda de Jesus) para apagar-se o pecado original (de Adão), então o que se fará com  os pecados que foram cometidos depois dele? Ele responde o seguinte: “Se as pessoas voltarem a cometer o pecado, então o pecado será delas, pois eles esqueceram-se da luz, livraram-se dela e mostraram sua vontade, que é  preferir a escuridão”.

     Deprende-se disto que um único pecado (de Adão) foi perdoado e que milhões de pecados que surgiram depois dele continuam e que as pessoas serão julgadas por eles, sem esquecer-se que muitos desses pecados são piores que o pecado de Adão.

    Vale ressaltar que  algumas pessoas descreêm da existência de Deus e outros fazem escârnio d’Ele e do Seu Paraíso e Inferno. Então por que a salvação e a busca do perdão foi por um único pecado e não por vários pecados  incontáveis?

 

9- onde estava a justiça e misericordia de Deus desde o momento em que Adão cometeu o pecado até o momento de crucificação de  Jesus? Pois deprende-se disso, Glorificado Seja Deus, que Ele ficou perplexo entre a justiça e a misericordia no intervalo desse tempo, que passaram muitos anos e, só depois da vinda de Messias Jesus, há dois mil anos é que viu-se a necessidade de ser crucificado Jesus filho de Maria com intuito de ser perdoado o primeiro pecado?

 

10- É imperioso, segundo o que consta em todas as legislações, que o castigo seja compatível com o pecado cometido, neste caso será que foi equivalente o castigo de crucificação dado a Jesus cristo desta maneira pelo pecado cometido por Adão?

 

11- Ademais o pecado cometido por Adão não foi além de comer da àrvore proibida e, como castigo, segundo o consenso de cristãos e muçulmanos, foi expulso do Paraíso e enviado para o mundo, uma moradia repleta de dificuldades e fadiga, e importa frisar que a saida de uma moradia de conforto e sossego para uma outra de dificuldades é suficiente para considerar-se um castigo severo. E este castigo foi escolhido pelo Próprio Deus e, Este era capaz de dar ao Adão um castigo pior que o supracitado, mas apenas expulsou-o do Paraíso. Então como é concebível que que Deus continue guardando a  fúria e  zanga por um período de longos anos até a  crucificação de Jesus.

 

12- Não há dúvidas que passaram várias gerações desde a era de Adão até a era de Jesus Cristo, e nessas gerações houve muitos transgressores e desobedientes das ordens de Deus,  em especial na de era de Noé, que apenas ficou salvo do dilúvio uma minoria que creu na sua mensagem, subiu com ele na Arca e este foi o grupo cujo Deus ficou satisfeito com ele. Então como é concebível que ainda reste algum pecado no seio da espécie humana propenso a provocar a fúria de Deus e  que seja a razão de ser crucificado o Jesus para que possa ser expiado o pecado original.  

 

13- O escritor Abdul Ahad Dawud, que era cristão e converteu-se para o islamismo, faz uma boa critica a respeito da história da expiação do pecado e a salvação da humanidade, dizendo o seguinte: “é espantável que os cristãos continuem acreditando que este segredo divino, que é o pecado de Adão e a fúria de Deus para com a espécie humana, que continuou sendo um assunto despercebido por tantos profetas de várias gerações e que apenas veio a ser descoberto pela igreja depois da crucificação de Jesus”.

 

14- Ademais, este escritor, Abdul Ahad Dawud, diz o que o levou a abandonar o cristianismo e abraçar o islamisco, foram os seguintes aspectos que abaixo citamos e que achou-as de inconcebíveis, que são:

a- Espécie humana que comete o pecado e merecedora do castigo eternamente;

b- Deus não afastará a nenhum destes pecadores, merecedores do fogo infernal senão com a intercessão de alguém;

c- O intercessor deverá ser deus puro e ao mesmo tempo ser humano puro.

E este escritor entra em debate com cristãos, por estes acharem que o intercessor deverá ser puro /imaculado, sem arcar consigo o pecado de Adão, que por essa razão alegam que Jesus nasceu sem pai, para que assim esquiva-se o peso do pecado do Adão. Entretanto o escritor Abdul Ahad Dawud interroga aos cristãos: será que Jesus não carregou o peso do pecado a partir de sua mãe?

Os cristãos respondem: Deus purificou a Maria antes de conceber Jesus no seu ventre.

Não obstante o escritor volta a interrogar, se é Deus consegue purificar  alguma suas criaturas do pecado desta forma tão fácil, então por que não purificou suas criaturas do pecado com toda a facilidade, sem que houvesse a necessidade de nascer um filho sem pai e que posteriomente fosse crucificado?

Acrescentando sobre o debate de Abdul Ahad com os cristãos dissemos: o dito dos cristãos que uma das condições do intercessor é der purificado do pecado de Adão, que por essa razão, Jesus  teve que nascer sem pai ou que Deus  tinha que purificar o ventre de Maria antes de soprar a alma nele. Por que precisou-se um caminho tão difícil quando seria mais fácil a Deus fazer descer do céu Seu filho na figura de  um homem, sem precisar de passar pelo ventre e nascimento.

Resta-nos colocar a última questão: será que todos os profetas, como Abraão, Noé, Moisés, etc...estavam maculados pelo pecado de Adão, será que Deus estava furioso com eles e como os escolheu  nessa situação para  servirem de guias aos seus povos?

Estas são algumas questões que as colocamos para os cristãos e que esperamos que eles encontrem alguma resposta.





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