Como o islão ganha os corações das pessoas!


 Um estudo de caso realizado recentemente na Arábia Saudita sobre quinhentas (500) pessoas recém-convertidas  ao islão revelou quais as maiores razões que as levaram a conversão , os quais se resumem em quatro aspectos:

Primeiro: a clareza da mensagem do islão, a sua crença, bem como a sua jurisprudencia;

Segundo: as boas maneiras do islão e as boas relações encontradas nos seus praticantes;

Terceiro: o culto da oração (sualat) e a preoucupação dos muçulmanos com a sua observancia;

Quarto: O lugar de destaque ou prestigio de Jesus filho de Maria diante dos  muçulmanos.

No entanto antes do pesquisador buscar as  razões que levaram a muitas pessoas a converter-se ao islamismo desde a sua fase primordial em Mecca, irá  observar dois aspectos:

Primeiro:  Forte contestação à nova religião, a qual tomou várias formas/ fez-se sentir de diversas formas: renegação da sua mensagem, ceticismo sobre o conteúdo da mensagem do islão, bem como a distorção da sua imagem, boicote economico e social e uma violencia ou crueldade volátil/inconstante manifestada em agressões físicas, detenções e até a matança.

Segundo: Falta de estímulos atractivos materiais ou incentivos mundanos junto do mensageiro, saudações e bênçãos de Deus estejam com ele,  para quem aceitasse a mensagem trazida por ele e a sua religião.

Todavia, apesar da presença destes dois aspectos, o caro leitor (pesquisador) irá constatar a verdade, que o número de pessoas que se converte ao islão está em crescimento contínuo cada dia que passa . este é um caso.

O outro caso, é conhecer as razões que impulsionaram a tais pessoas  a converter-se ao islão na sua fase primordial, apesar dos obstaculos e riscos havidos que envolviam ou rodeiavam a nova religião conhecida na península arábica e é concernente a isto que nos focaremos mais neste artigo.

Começaremos por Abu Zary Alghifary, que Deus esteja satisfeito com ele, pois  ele disse: “Chegou-nos a notícia que apareceu um homem em Meca, cujo alega ser um profeta que recebe a revelação do céu, então informei ao meu irmão: vá até a esse homem, fale com ele, ouça o que ele diz e traga-me notícias suas”.

Assim como procedeu Abu Zary, faziam os demais, olhavam para a pregação do Mensageiro Muhammad saudações e bençãos de Deus estejam com ele, concretamente o que ele dizia e para que assunto ele convidava as pessoas?

Felizmente Aniss, irmão de Abu Zary era poeta e partiu ao encontro do Mensageiro e, quando voltou deixou indignado seu irmão Abu Zary e perguntou o que se passava com Aniss:

Aniss respondeu: “eu pude acompanhar o que dizem os advinhos e, diferem das palavras de Muhammad. Eu mensurei as palavras de Muhammad e fiz uma confrontação com as dos poetas, que de poesia nada elas tem, juro em nome de Deus que ele é uma pessoa verídica, por Deus! Observei  que se trata de uma pessoa que convida para o bem e proíbe o mal”. E em outra versão consta o seguinte: “Muhammad é uma pessoa que convida para as boas maneiras e as suas palavras não são de um poeta”.

Não obstante Abu Zary não ficou com as suas dúvidas  e espectativas sanadas com a resposta do seu irmão, que assim preferiu ir pessoalmente ante Muhammad em Meca, o qual o encontrou, ouviu dele a mensagem do islão e aceitou a conversão ao islão.

Portanto, a partir desta história deduzimos duas razões que levaram a Abu Zary e tem levado a muitos outros a converter-se ao islão, que são as seguintes:

Primeiro: a clareza da mensagem do islão, e a facilidade dos seus ensinamentos, pois é uma religião que convida para a prática do bem e proibe o mal com pacificidade, sem ambiguidade e nem complexidade, por ser esta uma legislação divína.

E esta, é uma das maiores razões e a que mais cria efeito nas pessoas, em todos os tempos, e a clareza da mensagem do islão, a sua crença, bem como a sua jurisprudencia e os bons modos, continuam sendo, hoje-em.dia, uma componente impulsionadora na aceitação e conversão das pessoas ao islao.

Para mais esclarecimento sobre esta razão, coube-nos voltar a abrir as páginas da história na era pré-islamica para percebermos melhor parte da conversa que houve entre o Rei Negus da Abissínia (actual Etiopia e Eritreia) e  Jafar filho de Abi Tualib, que Deus esteja satisfeito com eles, o qual tinha sido eleito para tal debate pelos seus companheiros emigrantes à cidade de Abissínia em fuga das atrocidades que sofriam por parte do povo de Meca. Entretanto Negus perguntou a Jafar : “Que religião é esta que por ela vos afastastes do vosso povo e por ela não aceitastes a minha religião muito menos de qualquer um desta nação?.."

Janfar Respondeu: Sua Excia nós eramos um povo que viveu nas trevas da perdição, adoravamos os idolos, alimentavamo-nos do animal morto, praticavamos a obscenidade, cortavamos os laços uterinos, tratavamos ao vizinho com crueldade, o mais forte dentre nós aproveitava-se do mais fraco e assim continuamos até que Deus enviou-nos um mensageiro da nossa espécie, cujo conhecemos sua linhagem, sua veracidade, confiança e integridade, o qual nos convidou para a adoração de um Único Deus e o abandono daquilo que adoravamos nós e os nossos pais, além dEle dentre as pedras e idolos, orientou-nos a sermos verazes nas nossas palavras, a ser confiáveis, a ligarmos os laços uterinos, a pautarmos pela boa-vizinhança, a redimir-se dos pecados e da matança, a abster-se do adultério e/ou fornicação, a evitar as testemunhas falsas, o consumo dos bens do orfão e a não forjar mentiras a uma mulher casta. Ademais instituiu para nós a adoração de um único Deus, O Qual não tem parceiros, bem como a prática da oração ...e Janfar  mencionou vários aspectos/questões do islão, o qual acreditamo-lo, cremos  nele e seguimos o que foi trazido por ele (Alcorão).

Por acaso viste oh caro leitor, que busca a verdade até que ponto  a legislação islãmica que se caracteriza pela sua lucidez, simplicidade e explicitação de seus ensinamentos, bem como a sua  universalidade do islão, o seu equilibrio, e sua misericordia foram as razões de conversões  de pessoas com afluencia ao islão .

O islão chegou com algo de bom para a vida humana, isto é, trouxe legislações que elevam o nível da espécie humana e lhe concedem um empoderamento em todas as esferas da vida, que assim logra os meios da civilização nos seus níveis mais altos. Portanto os versiculos alcoranicos tem a sua repercusão na vida do muçulmano bem como a sua civilização, tal é o caso do impacto do versiculo { É Ele que vos criou a partir do barro e seguidamente vos colocou na face da terra para desenvolve-la} [11:61] aos crentes de desenvolverem o mundo, porém é um desenvolvimento que tem a sua especificidade, diferindo-se a do não muçulmano, e a tal especificidade resume-se na questão de ser uma civilização e modernização que vá em concordancia com o que foi instituido por Deus, O Altissimo. Veja o Dito de Deus: { É Ele que vos tornou a terra um leito, então caminheis por ela nos seus locais longinquos e alimentai-vos do seu sustento e a ele retornareis} [a Soberania;15] que encontrarás a ordem de caminhar pela terra e a busca do sustento associado ao retorno a Deus, para que isto sirva de recordação a espécie humana que ao caminhar pela terra, fará descobertas, produzirá, inovará, aperfeicoará, se especializará e puderá negociar com outros seres semelhantes, bem como a lembrança cultiva no ser humano o que o ajudará a escapar do castigo da Vida do Além, que é a adoração de um único Deus, que não possui parceiro algum e a submissão aos Seus preceitos.   

O islam trouxe uma legislação completa, que se compromete em garantir a civilização a espécie humana e o desenvolvimento deste e, isto faz se sentir em todos os séculos, portanto o islam alberga em si tudo de bom com relação aos aspectos mundanos e os da Vida do Além, aborda em torno do corpo e da alma, das prácticas e da adoração, e tudo aquilo que tem a ver com a espécie humana a sharia aborda em torno dele, seus sentimentos  e o activismo do seu corpo, do seu pensamento e da sua alma,  sendo assim capaz de inovar  no mundo material e atingir o auge na esfera de boa conduta/ boas maneiras, portanto esta é a civilização humana no seu auge horizonte, que caminha pela terra com os seus pés enquanto o seu coração está presente no céu.

Reza a história que Hercules, o rei dos Romanos na era de ressurgimento do islão mandou a um dos homens do seu exército que convocasse para um encontro um comerciante àrabe, cujo viajava para aquelas terras dos  Romanos, com vista a dar informe a respeito do novo profeta que apareceu nas terras àrabes, o qual enviara a Hercules uma carta exclusiva/especial convidando-o para o islão. No entanto o exército encontrou pelas terras romanas Abu Sufian, o qual era um dos evidentes inimigos do islão naquela altura e, este estava na companhia de outros àrabes e o trouxeram ao Rei Hercules e foi interrogado: Oh Abu Sufian o que vos ordena, este homem? Abu Sufian Respondeu: “Ele (Profeta) diz-nos adorai um único Deus e não associeis divindades a Ele, e deixai o que os vossos ascendentes diziam sobre a idolatria, ordena-nos a praticar a oração, a pagar o zakat, a sermos verazes, a pautarmos pela fidelidade e a ligarmos os laços uterinos”.

A clareza da mensagem de  monoteismo do islão ficou tão evidente ao ponto do inimigo número um do islão naquela altura, resumir, em poucas palavras, dizendo: “Ele  (Profeta) diz-nos adorai um único Deus e não associeis divindades a Ele” portanto a assunto de convidar as pessoas para a adoração de um únco Deus e evitar-se associar-Lhe divindades é o assunto de extrema importancia no islão, pois com base nisto e sob o alicerce deste assunto, ergueu-se o padrão de vida do ser humano nesta terra: sua crença, seu pensamento, sua conduta e modo de estar, sua imaginação e sua maneira de proceder, sua relação para com o seu Senhor, sua relação para consigo mesmo e para com os seres semelhantes na sociedade, sua relação com tudo que está ao seu redor, sua paz e conflitos, sua política e economia, seu conhecimento e sua especialização e tudo quanto está a sua disposição na sua vida e sobre este alicerce o ser humano define o seu fim, se é para o Paraíso das delícias ou para o inferno, se é para o eterno prazer ou para incessante tormento.

Em suma o assunto de convidar as pessoas para o  monoteísmo, que é a adoração de um Deus único e abandono de outras divindades é a razão da vinda do islão e o seu ponto central e não pela razão dos receptores da mensagem na era da revelação serem politeistas, porém consta no alcorão passagens onde Deus comunicou a comunidade de Medina, que já tinha se convertido ao islão , dizendo: { Adorai a Deus único e não Associes divindade a Ele} [4:36] a questão reside no ser humano ter a natureza de ser um adorador e se assim consideramo-lo, sem dúvidas estará entre duas possibilidades, que são:

adora a Deus único sem associar-Lhe divindades;

Adora outras divindades junto com Deus ou sem associar a Deus.

 Não existe alguém da espécie humana que não tenha alguma adoração e se porventura alguém intitular-se que não pratica nenhuma adoração, então fará parte daqueles que Deus disse: { Por acaso viste aquele que tomou como deus a Sua paixão}[ aljathiyah- 23], entretanto até nestas condições o individuo é considerado de adorador, porém um adorador de uma divindade além de Deus.

O ser humano ao tornar-se um servo de uma criatura além de Deus, é tomado pelos mitos dos deuses fracos, ademais despende a sua energia na adoração baseada em conjunturas daquilo que adora, é dominado pelas suas paixões e são os outros seres semenhantes que criam a legislação, tornando uns superiores e outros baixos,  superiores que lideram, legislam e pessoas baixas sobre as quais recai a aplicação das leis, algo sinónimo ao que acontecia na era da ignorancia, segundo o que revela a história.

Por esta razão e segundo o que Hercules sabia dos sinais da profecia, os quais coadunavam com as características do Profeta do islão, Muhammad, saudações e bênçãos de Deus estejam com ele e, os sinais tinham sido mencionados no livro sagrado da Bíblia, diante desta realidade Hercules disse a Abu Sufian ao finalizar o seu discurso: “Se for verdade isto que dizes, então o seu reinado chegará até as minhas terras e eu sabia sobre a vinda dele, mas não soube que era dentre vós e se eu pudesse sair até junto dele, preparar-me-ia para o seu encontro e se junto dele eu estivesse, lavaria os seus pés”.

 Quanto ao sábio judeu e líder daquele povo naquele tempo, Abdullah bin Salam ficou  impressionado pelos ensinamentos do islão e a sua primazia e foram algumas das razões que o levaram a converter-se para o islão, bem como as boas novas que encontrara nos livros de Torá sobre  o aparecimento de um mensageiro...eis que Abdullah bin Salam conta-nos concernente ao seu primeiro encontro que manteve com o mensageiro Muhammad, saudações e bênçãos de Deus estejam com ele, quando este chegou a cidade de Madina e foi recebido por um fluxo de pessoas, Abdallah bin salam narra “Quando vi o mensageiro, vi que não tinha a cara de um mentiroso e as primeiras palavras que ouvi dele foram as seguinte: “ oh seres humanos difundi a paz entre vós, alimentai os necessitados, observai as orações noturnas enquanto os demais dormem que assim entrareis no paraíso em paz”.  

Salientar  que esta clareza encontrada no islão teve um um impacto forte, o qual motivou muitos àrabes a se converterem para o islão.

É soubejamente sabido que os àrabes são um povo que se caracteriza pela inteligencia e forte raciocinio, sua sabedoria, coerencia nos seus dizeres, são conhecidos pela sua generosidade, cumprimento das suas promessas, sua auto-estima, o orgulho, não aceitam o nepotismo, caracterizam-se pela bravura, demasiado ciúme, rapidez na tomada de decisões, paciencia e calmabilidade,  abstenção ao engano e trapasseio. Portanto um àrabe viveu no deserto como se de um vento se tratasse, livre como um passaro, orgulhoso como um leão, com um coração forte como uma pedra, com um bom-humor como se de oásis se tratasse, que nada podia mudar um povo como este senão uma religião que carrega consigo uma mensagem clara e aceite pela seu raciocinio, seu instinto e seus hábitos, relativamente a isso Deus diz: {Ele foi Quem escolheu, entre os iletrados, um Mensageiro da sua estirpe , para ditar-lhes os Seus versiculos, consagrá-los e ensinar-lhes o Livro e a sabedoria, porque antes estavam em evidente erro}[62:02]. 
Consta um narrativa a partir de Anass bin Malik, que Deus esteja satisfeito com ele, que disse: “certa vez enquanto estavamos na mesquita junto do mensageiro, saudações e bênçãos de Deus estejam com ele, de repente entrou um homem montado no seu camelo  e o amarou com um dos pilares da mesquita,  em seguida perguntou: quem de vós é o Muhammad? E o mensageiro encontrava-se deitado no meio dos seus companheiros, e nós dissemos: é este homem claro que está deitado. Entretanto o tal homem chamou: oh filho de Abdul Mutalib e o mensageiro respondeu: pois não. E o homem (viente) disse: eu colocarei-lhe uma série de perguntas e espero que não se aborreça por isso, o mensageiro consentiu e deu a permissão. E ele interrogou: peço-te em nome de Deus, é Deus Quem ordenou-te a observarmos as cinco orações durante o dia e noite? O mensageiro respondeu: sim senhor. O homem voltou a perguntar: peço-te em nome de Deus, é Deus Quem ordenou-te a nos orientar para o jejum deste mês (de Ramadan) do ano? O mensageiro respondeu: sim senhor. O homem continuou a perguntar com insistencia: peço-te em nome de Deus, é Deus Quem ordenou-te a nos orientar ao pagamento de zakah, cujo é coletados dentre nós os ricos e distribuidos aos pobres. O mensageiro respondeu: sim senhor. E finalmente o homem disse: eu creio na mensagem trazida por si e sou porta-voz do meu povo, sou o Zuamam bin Thaalabat, da tribo de Saad bin Bakr”.

No entanto a clareza do islão no que tange ao  monoteismo e a sua legislação faz com que o ser humano viva com o instinto sossegado, consciencia tranquila, pois assim ele sabe como veio a este mundo, Quem o criou e porque o criou e para onde irá depois de perecer esta vida mundana.

Segundo Aspecto: Convidar a humanidade para as boas maneiras

 E este aspecto está evidente na conversão de Abu Zary Alghifay ao islão, que Deus esteja satisfeito com ele, bem como é constatado no diálogo entre Janfar bin Abu Tualib e o Rei Negus, que Deus esteja satisfeito com ele, por onde Janfar disse: “Esse mensageiro orienta-nos a sermos verazes, confiáveis, a ligar os laços uterinos, a pautar pelo bom tratamento ao vizinho, a abster-se da práctica de actos satánicos e a matança”. Ademais o mesmo se verifica na conversa de Abu Sufian com o Rei Hercules, quando Abu Sufian disse: “É uma pessoa (o mensageiro Muhammad) que  orienta para o veracidade e a fidelidade”.

Na história de Abdullah bin Salam, que Deus esteja satisfeito com ele, aquando da sua conversão ao islão, a primeira coisa que ouviu do islão “difundi a paz no seio de vós” e essa paz compreende as boas maneiras, a humildade, o não desprezo a outrem e que por ela nasce o associativismo, o amor um para com o outro.

Deus, O Altissimo elogiou o Seu mensageiro no Alcorão dizendo: {Decerto, oh muhammad tens um comportamento excepcional} 

O mensageiro, saudações e bençãos de Deus estejam com ele, mencionou um dos seus objectivos/ missões na face da  terra para com a humanidade, que é o de melhorar as boas maneiras e disse: “Decerto que fui enviado para aprimorar as boas maneiras”. Consta também numa narrativa de Attabarani a partir de Suafiyah bint Huyaya,  que Deus esteja satisfeito com ela, que disse: “Jamais vi alguém de boa conduta semelhante ao Mensageiro”. E este mesmo mensageiro recomendou ao seu povo a pautar pelas boas maneira e disse: “O melhor dentre vós é o que mais detem as boas maneiras”.

Vejamos só até que ponto o mensageiro retribuiu os maus-tratos do povo Quraishita para com ele e seus companheiros, aliás a rivalidade e até mesmo os castigos que estes estavam expostos, retribuiu-lhes com um perdão aquando da sua conquista a cidade de Mecca, por ele ser um homem de boa conduta. Consta no livro de história de Ibn Ishaq que o mensageiro, saudações e bençãos de Deus estejam com ele, aquando a sua conquista a Mecca, subiu o Alkaaba e tomou a palavra e uma das questões que colocou foi a seguinte: “Oh povo de Qurasih o que achais que eu farei connvosco? Eles responderam: achamos que nos tratará de boa forma, pois és um irmão generoso e filho de um irmão generoso. O mensageiro finalmente disse: “ide, sois livres”.

Outrossim assistiu-se um cenário de demonstração de boa conduta do Profeta Muhammad, saudações e bençãos de Deus estejam com ele, para com o seu vizinho judeu, o qual servia ao Profeta e volvido um tempo o jovem  adoeceu e o mensageiro o visitou, sentando-se próximo a sua cabeça e disse em seguida: “convido-lhe a converter-se ao islão”. De repente o jovem olhou para o seu pai que esteve ali presente e este disse: ouça o que te diz o pai de Cassim (o mensageiro, ,saudações e bençãos de Deus estejam com ele), e o jovem aceitou a conversão ao islão. Finalmente o mensageiro saiu-se da casa do vizinho entusiasmado enquanto dizia: “louvores para Deus, O qual afastou o jovem do fogo infernal”. Portanto esta visita do mensageiro ao jovem vizinho judeu demonstra as boas maneiras do mensageiro e ele colocou um padrão essencial que poderá ajudar ao muçulmano a pautar belas boas maneiras para com as pessoas e disse (o mensageiro): “Que a pessoa almeje fazer para os demais aquilo que desejaria ser feito a seu favor”.

O islam chegou num tempo em que os àrabes eram conhecidos pelas suas prácticas, detinham as boas e más condutas, que com a chegada do islão aumentou-lhes as suas boas condutas e corrigiu aquilo que não podiam o fazer, bem como fez um bom alinhamento para a retidão.  

A generosidade é um comportamento característico dos àrabes por exemplo, o que fez-se sentir em vários tempos e por razões diversas, como a questão de gostar do elogios e pela razão da generosidade ser um meio conducente a liderança, não obstante quando o islão chegou consentiu esta conduta (de generosidade) e incitivou para a mesma e para a ajuda ao seres semelhantes. Importa salientar que o islão tomou a sinceridade da intenção na práctica de obras benignas que seja com intuito de alcançar o contentamento de Deus para que assim seja aceite o tal feito, e a respeito disso, Deus diz no Alcorão: {e cedem o alimento,embora a ele apegados, a um necessitado, a um orfão e a um cativo,dizendo: “apenas, alimentamo-vos por amor de Allah. Não desejamos de vós nem recompensa nem agradecimento} [76-8-9].

 O alcorão censura a todo aquele que dispende a sua riqueza com intuito de ganhar admiração e elogios das pessoas, e proibe a humilhação e o exprobar pelas caridades dadas e diz: { Oh vós que credes, não derrogueis vossas esmolas com o alarde e a moléstia, como quem despende sua riqueza por ostentação...}[2-264] portanto consoante a pureza do intimo são recompensadas as pessoas.

As boas maneiras sob ponto de vista islamico não são relativas ou alvos de mudança de um para o outro ou de uma sociedade para outra ou de um de um tempo para o outro, mas sim elas são imutáveis e estáticas e é isto que impulsionou a muitos povos da Àsia oriental a converter-se ao islão, cujos não tinham sido abrangidos pelo islão durante a expansão do império islamico na era do resurgimento do islão, no entanto sentiram-se impressionados pelas boas maneiras dos muçulmanos que faziam o comércio naquela região, os quais caracterizavam-se pela veracidade, lealdade, confiança, o não envolvimento em trapasseio e mafia dentro do negócio, tão-pouco a  ganancia.

O islão como uma religião com a especificidade de importar-se com a boa conduta, coloca ela em vantagem aos seus professantes, pois estes logram uma vida feliz, visto que ao concretizarem a prática de boa conduta em suas vidas, como a humildade, o mútuo-respeito, a estima, a não arrogancia junto dos demais e a falta de désdem, tudo isto faz com que nasça o amor dentro de uma comunidade, consubstancia o significado de irmandade entre as pessoas, que assim esvanecem e desaparecem os sentimentos de tribalismo e diferenças sociais, que em contrapartida o ser humana alcança a honra, o tratamento igual e a fraternidade almejada por todos os seres humanos em todos os tempos, pois as pessoas num mundo onde se fazem sentir as boas maneiras do islão, as pessoas sentem-se como uma única família, cuja seu pai é o Adão e Adão é oriundo do barro, sendo assim não há superioridade de um árabe em relação ao não-arabe, tão-pouco um não-arabe será superior ao arabe, senão com pelo temor a Deus.

Terceiro Aspecto: a  dos muçulmanos, em especial a oração (sualat).

Esta práctica (sualat) tem se verificado o seu impacto nos corações dos não-muçulmanos, levando-os a conversão ao islão e o mesmo cenário assistiu-se na história da conversão ao islão de Sumamat bin Athali, que Deus esteja satisfeito com ele. certa vez quando o mensageiro enviou em exército a região de Najd, o qual trouxe a Medina um cativo da tribo de Bani Hanifah  de nome Sumamat bin Athali e que foi acorrentado junto a um pilar da mesquita. O mensageiro, saudações e bençãos de Deus estejam com ele, foi ao seu encontro e lhe perguntou: “O que tens a dizer oh Sumamat?” Ele respondeu: “algo de bom, se me matares estarias derramando o sangue e se me libertares, estarás a libertar um grato e se for riqueza o que precisas, então peça quanto quiseres”. O Mensageiro deixou-o no mesmo local até ao dia seguinte. E voltou a coloca-lo a mesma questão: “oh Sumamat, o que tens a dizer?” ele respondeu “o mesmo que lhe disse ontem, se libertares, estarás a libertar um grato” e o mensageiro deixou-o novamente no mesmo local. E no terceiro dia colocou-lhe a mesma questão e respondeu como o dia anterior, finalmente o mensageiro ordenou aos seus companheiros dizendo: “libertem o Sumamat” e este retirou-se para um local próximo da mesquita por onde lavou-se e veio a mesquita e disse: “ eu testemunho que não há divindade digna de ser adorada exceto Allah e que Muhammad é Seu servo e mensageiro. Oh Muhammad, juro por Deus que não havia uma pessoa tão detestada por mim como vocé e a partir deste momento saiba que é a pessoa mais querida por mim,  como também não havia uma religião tão detestáda por mim como a sua e a partir deste momento saiba que é a sua religião tornou a religião mais querida por mim e não havia uma terra tão detestáda por mim como a sua terra e a partir deste momento saiba que é a sua terra é mais querida por mim”.
A espécie humana tem uma necessidade premente de alimentar a sua alma e essa necessidade só será preenchida com uma adoração verdadeira, que é a adoração de Deus (Allah), O Único que não tem parceiros.

O muçulmano colhe as frutas da sua adoração a Deus para a sua vida mundana, visto que a tal adoração tem suas repercuções no seu comportamento, quando ele observar a adoração com sinceridade, Deus diz: {Decerto que a oração proibe a obcenidade e a futilidade}, portanto o muçulmano adorador de Deus é persuadido pela sua adoração para a veracidade, a confiabilidade no negócio bem como o esforço e a busca de aperfeiçoamento no seu trabalho. Ademais o sentimento de um individuo de saber que é servo de Deus, encoraja-o a direcionar-se dentro do seu intimo, com os seus membros em cada passo da sua vida no alcance do contentamento de Deus,  Deus  diz : (Dize: Por certo, minha oração, meu culto, minha vida e minha morte são de Allah, O Senhor dos mundos)[6:162-163].

4 aspecto: o respeito e consideração dos muçulmanos  de outros profetas e Mensageiros de Deus além de Muhammad, em especial o reconhecimento do lugar destacavel que Jesus filho de Maria, que as saudações de Deus estejam com ele, tem diante dos muçulmanos.

 O nome de Jesus Cristo foi mencionado no Alcorão dezoito vezes, enquanto a menção do Profeta Muhammad foi feita quatro vezes. Importa ressaltar que os muçulmanos creem em todos os profetas e mensageiros de Deus, visto que a mensagem de todos os profetas, como Abraão, Moises, Davi, Jesus e Muhammad era unica e relativamente  a isso Deus diz: (E com efeito enviamos a cada comunidade um Mensageiro, para dizer : adorai a Allah e evitai adoração de outros deuses..) [16:36].

No entanto Quem enviou Muhammad para a humanidade, foi Quem enviou outros profetas, saudações de Deus estejam com todos eles, que fica assim claro que a crença em todos esses profetas é obrigatório, o amor para com eles é recomendado pela religião e a crença naquilo que foi revelado para eles nos livros é a crença existente no islam.

Outrossim o Alcorão foi revelado para confirmar os livros que havia antes dele e para prevalecer sobre eles e, relativamente a isto Deus diz: ( E fizemos descer o livro para ti, Muhammad, com verdade, para confirmar os livros que havia antes dele e para prevalecer sobre eles...)[5:48], que deprende-se assim que aquilo que foi confirmado pelo Alcorão dos outros livros é o que é aceite e aquilo que foi rejeitado no alcorão foi rejeitado por razões de ser adulterado e a respeito disso Deus diz: (Então, ai dos que escrevem o Livro, com as próprias mãos, em seguida, dizem: “Isso é de Allah”, para o venderem por infimo preço! Então, ai deles pelo que escrevem com as próprias mãos! E ai deles pelo que logram!)[2:79] e diz num outro versiculo: (Ó seguidores do Livro! Com efeito, Nosso mensageiro chegou-vos para tornar evidente para vós muito do que havíeis escondido do Livro e para abrir mão de muito disso, com efeito chegou-vos de Allah uma luz e evidente Livro”. [5:15].

Os muçulmanos são moderados na sua crença em Jesus filho de Maria, estão entre o desrespeito que este recebe dos judeus  e o enaltecimento que ele recebe dos cristãos. É soubejamente sabido que os Judeos insultam a Jesus, considerando-o de um filho bastardo e a sua mãe de uma prostituta e a respeito disso Deus diz no Alcorão: ( Ó irmã de Aarão! Teu pai não era pessoa atreita ao mal e tua mãe não era mundana) [19:28]. E diz num outro versiculo: [ e por sua renegação da Fé, e por seu dito de formidável infamia sobre Maria)[4:156]. Ou ((E por blasfamarem e dizerem graves calunias acerca de Maria)).

Quanto aos cristãos eles alegam que Jesus Cristo é o senhor, Deus diz a respeito disso no Alcorão: ( Com efeito são renegadores da Fé os que dizem: “Por certo deus é o  Jesus filho de Maria...) [5:17], ainda outros alegam que é filho de Deus e relativamente a isso consta no Alcorão ( E os cristãos dizem: “O Messias é filho  de Allah...) [9:30] ( Eles dizem: “Allah tomou para Si um filho”.Glorificado seja Ele! Ele é o Bastante a Si mesmo. Dele é o que há nos céus e o que há na terra. Não tendes comprovação disso. Dizeis. Acerca de Allah, o que não sabeis). [10:68].

Quanto aos muçulmanos eles dizem a respeito de Jesus Cristo que é um servo de Deus, Seu mensageiro e Sua palavra (Sê) a qual agraciou a virgem Maria, por intermédio do Seu espirito e honorável  na vida terrena e na Derradeira e dos achegados a Allah. Ademais o qualificam da mesma maneira que Deus o qualificou, não transgrendindo como transgrediram os cristãos, chegando a enaltece-lo, muito menos o desrespeitam como os judeus o fazem.  

Deus diz no Alcorão ( Ó seguidores do Livro! Não vos excedais em vossa religião, não digais acerca de Allah senão a verdade. O Messias, Jesus, filho de Maria não é senão o Mensageiro de Allah e Seu Verbo que Ele lançou a Maria, o espirito vindo dEle, então, crede em Allah e em Seus Mensageiros e não digais: “trindade” abstende-vos de dize-lo: é-vos melhor. Apenas, Allah é Deus Único. Glorificado seja! Comoeria Ele um filho?! Dele é o que há nos céus e o que há na terra. E basta Allah por Patrono)[4:171].

O islão chegou para fazer prevalecer a verdade e derrogar a falsidade, trouxe consigo a justiça e equidada e, não veio para exterminar tudo o que existia na vida das pessoas, mas sim para orienta-las para a verdade, consolidar todas as boas maneiras existentes nas pessoas para que assim possa lhes guiar a uma vida salutar e feliz e o alcance do Paraiso na Derradeira Vida.

Não obstante o islão olha a justiça como o auge das boas maneiras da religião, que assim todo muçulmano deve preocupa-se em concretiza-lo e relativamente a isso Deus diz: (Porcerto , Allah ama os equanimes) [5:42].

A justiça no islam é exigida em primeiro lugar  para com o nosso Criador, Allah, Deus diz: (Deus é Quem vos criou e deu-vos sustento, em seguida, dar-vos-á a morte; depois dar-vos-á a vida. Há, de vossos idolos, quem faça algo similar a isso? Glorificado e Sublimado seja Ele, acima do que idolatram) [30:40]. E diz: (Quem cria seria como quem não cria? Então, não meditais?) [16:17]

Outrossim a justiça é exigida entre os seres semelhantes mesmo para com aqueles que temos rivalidade com eles, a respeito disto Deus orienta no Seu Livro, dizendo: ( Ó vós que credes! Sede constantes em servir a Allah, sendo testemunhas om equanimidade. E que o ódio para com um povo não vos induza a não serdes justos. Sede justos: isso está mais próximo da piedade. E temei a Allah. Por certo, Allah do que fazeis, é Conhecedor) [5:8]

Um dos aspectos que revela a justiça no islão é a busca da certeza a respeito de uma noticia que se recebe de singulares, alguns grupos ou algum pensamento. alias deve se ter a certeza  da veracidade das coisas aquando o seu apuramento.

  Ademais um outro aspecto que revela que o islão é repleto de justiça, está a questão do alcance da verdade, e de qualquer conhecimento benéfico seja qual for a àrea é um objectivo louvável, que deprende-se assim que o islão não coloca obstáculo na vida das pessoas, muito menos serve de um obstáculo para o alcance de crescimento e  aumento do indice de desenvolvimento humano, tão-pouco rejeita tirar-se benefício das experiencias de outros povos industrialmente desenvolvidos , o islão não proibe a criatividade e a inovação, mas sim coloca tudo isso alinhado a vontade de Deus e coloca um padrão de moderação e no que tange  isso Deus diz: ( Então, quem é mais bem guiado? Aquele que anda cabisbaixo ou quem anda erguido, em senda reta) [67:22].

 

  Antes de terminar, gostaria de frisar dois aspectos não menos importantes, que são:

Este artigo na sua abordagem indicou quatro aspectos que fazem com que muita gente converta-se ao islão, sem olhar a outras aspectos como sinais de Deus, milagres. Porém de realçar que  este artigo importou-se em olhar para as causas da conversão numa certa dimensão;

Para quem analisa cuidadosamente para as maiores razões que levaram a muitas pessoas e ainda levam nos dias de hoje para a conversão ao islão, encontrará que a maior razão que lhes motiva é o Alcorão, que é o maior milagre concedido a Muhammad por Deus, O Altissimo. e vou me apoiar com alguns versiculos alcoranicos do Capitulo da Taha como prova da grandeza do Alcorão e quão milagroso ele é: (Taha, Não fizemos descer sobre ti o Alcorão, para que sejas infeliz. Mas como lembrança para quem receia a Allah. É revelação descida de Quem criou a terra e os altos céus. O Misericordios estabeleceu-se no Trono. dEle é o que há nos céus,o que há na terra, o que há entre amos e o que há sob o solo. E se alteias o dito, por certo, Ele sabe o segredo e o mais recondito ainda. Allah não existe deus digno de ser adorado senão Ele. Dele são os mais belos nomes.) [20:1-8].





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