A poligamia no islão


A poligamia no islão

Sua legislação, definição e a sua lógica

 

   O casamento é uma união tão bela e nobre que o Alcorão e as tradições proféticas chegaram de incentivar a sua práctica com relevancia, em especial aos jovens.

A relação íntima fora do casamento considera-se ilícita, fornicação/adultério, é um crime no islão, que o seu praticante chega a ser punido pelo seu acto. Ademais olha-se para esta união social como algo desprezível e inaceitável na comunidade islâmica.

No casamento há liberdade  do homem desposar mais de uma mulher e, há liberdade para ambas partes no que tange a dissolução da união conjugal, quando não houver entendimento entre os cônjunges, para que assim o homem não se sinta obrigado a partilhar o resto da sua vida com uma companheira com a qual não se sinta feliz, pudendo divorciar-se dela, como também a mulher tem o direito de pedir a dissolução do casamento do Juíz no tribunal com vista a tomar cada uma das partes da união a vida que melhor escolher.

A poligamia e  a sua permissão no islão é um assunto que é aceite pelos muçulmanos e com satisfação, pois estes estão cientes de tratar-se de uma legislação divína e de uma divindade Prudente naquilo que legisla para os Seus servos, Sábio daquilo que lhes é benéfico na sua vida e, Allah, Glorificado seja, conhece melhor as Suas criaturas, sabe melhor que qualquer divindade a  natureza delas e é O Mais informado a respeito da composição física e espiritual de Suas criaturas, que por essa razão sua legislação para com elas é a melhor e a mais completa legislação.

Deus diz no Alcorão: (Não saberá Ele a quem criou? E Ele é O Sutil, O Conhecedor) [67:14] que por estas razões verifica-se uma aceitação e um impacto positivo nos corações dos crentes no que concerne as legislações do islão, valorizando assim e estimando o que foi instituido por Deus, O Altíssimo.

A posição dos não-muçulmanos a respeito da legislação da poligamia revela a falta de compreensão deles sobre o seu conteúdo, sua definição, a sua lógica e seus objectivos.

Para outros deve-se a sua renitência que os tornou cegos da verdade e ainda mais alguns tomam a posição de inimigos rancorosos, embuidos de arrogância, tomando o assunto da “poligamia” como o de destaque, assistido por vários que professam o islão, desenhando este momento como o mais horrível que uma mulher pode vive-lo no islão na companhia do seu parceiro em nome da “poligamia” e que não é viável toma-lo como padrão de vida numa era de desenvolvimento, avanço tecnológico, globalização e liberdade.

Diante desta realidade, para melhor explanação com relação a verdade sobre o assunto da “poligamia no islão”, iremos nos debruçar sobre o tema em dois sentidos:

A legislação da poligamia e sua definição e

A lógica da sua permissibilidade e seus benefícios.

Reza a história que o islão encontrou como hábito e costume um homem desposar dez mulher ou mais ou menos que esse número, sem limítes e nem restrições, segundo o que consta em narrativas de Malik, que Deus esteja satisfeito com ele, no seu livro Almuwata’a, que o Mensageiro de Deus, saudações e bênçãos de Deus estejam com ele, informou a Ghailan bin Umaya, pertencente a tribo Al-thaqafi, quando este abraçou o islão e tinha consigo dez esposas, que devia continuar com quatro delas e dissolver o casamento com as restantes.

Consta também em narrativas de Ibn Maja a partir de Harith bin de Qaiss, que Deus esteja satisfeito com ele, disse: abracei o islão enquanto tinha oito esposas e quando dei a informação ao Mensageiro, este disse-me: “escolha para ficares com apenas quatro delas”. Deprende-se disto que a legislação inerente a poligamia coloca um limíte, do qual o muçulmano está interdito de o transgredir, que é de quatro esposas, conforme consta no versículo alcorânico: (esposai as que vos aprazam das mulheres, sejam duas, três ou quatro. E se temeis não ser justos, desposa uma só ou contentai-vos com as escravas que possuís, isso é mais adequado para que não cometas injustiça) [05:3].

A legislação sobre a poligamia caracteriza-se por dois aspectos cruciais:

Permissibilidade do casamento com mais de uma esposa e quatro como limíte e

É uma legislação ligada com um padrão de carácter importante e que constitui uma condição explicita, que é a capacidade de ser justo, pois sem ela o muçulmano apenas terá de se conformar com apenas uma única mulher.

No tafssir de Alkurtubi a respeito do versículo supracitado encontramos o sentido profundo do dito dO Altíssimo (uma só) há uma proibição com veemencia do aumento no número de mulheres, aumento esse que leva a falta de justiça na divisão das benensses e do tratamento, o que se depreende haver a obrigatoriedade da justiça no tratamento das mulheres dentro da poligamia.

Consta também no tafssir de Ibn Kathir, que Deus esteja satisfeito com ele, a respeito do versículo supracitado o seguinte: (se temeis não ser justos, esposa uma só ) i,é se receiardes serdes justos entre as mulheres, então que sintai-vos abastados com uma única mulher.

Relativamente a este assunto, o Sheikh Abdu Rehman Seeid, um dos exegetas contemporâneo do alcorão, que Deus esteja satisfeito com ele, pronunciou-se dizendo o seguinte: “A poligamia é permitida para aquela pessoa que não receie incorrer na injustiça para com as suas esposas e estar ciente de puder preencher os direitos delas e, caso teme algo de injustiça, então que se conforme com apenas uma mulher”.

E a respeito da obrigatoriedade da justiça para com as mulheres é o que dava como veredito o renomado Mufti, Muhammad bin Ibrahim, que Deus esteja satisfeito com ele, quando a este foi lhe colocada uma questão de um indivíduo que se casa com a segunda mulher, enquanto tem a primeira, e ele respondeu o seguinte: “o indivíduo pode casar-se com a segunda mulher enquanto tiver a primeira, todavia este tem como obrigação trata-las equitativamente  e com justiça e não deve inclinar-se para uma delas, dando preferência no que concerne a divisão dos bens, do sustento, da vestimenta e por ai fora dentre os deveres. Ele sim deve reservar cada dia ou noite a fim de passar com cada uma delas e permanecer com a primeira da mesma maneira que permanece com a segunda esposa.”  Este veredito exclarece de forma clara sobre a sentença da permissibilidade da poligamia e a obrigatoriedade da justiça para com as mulheres dentro dela, assim desvenda o sentido profundo da justiça referida.

A justiça exigida como condição para que haja poligamia é a justiça no modo de tratamento, na divisão do sustento, o pernoite e o tratamento a cada uma delas com afecto, sem ter que dar preferência a uma acima da outra no que tange a tudo que foi  mencionado e é isso que foi enfatizado pelo Mensageiro, saudações e  bênçãos de Deus estejam com ele, no seu discurso quando disse: “Se um indivíduo estiver casado com duas mulheres e preferir uma delas acima da outra, então este esse comparecerá no dia do julgamento diante de Deus com uma das suas bochechas caída para o chão.”

Quanto a equitatividade nos sentimentos do coração e o amor sentido no coração que o seu impacto não afecta a justiça, chegando-se  ao não tratamento diferenciado das mulheres, no que concerne a divisão dos bens/ sustento e o pernoite, então essa equitatividade (nos sentimentos) não é exigida, pois esta está fora do alcance do ser humano e, que não pode controla-la, mas sim Deus é que a comanda e a prova disso está evidente no melhor padrão de vida que a espécie humana jamais conhecerá igual a ela, que é a do Profeta Muhammad, saudações e  bênçãos de Deus estejam com ele, cujo viveu in louco a referida justiça junto com as suas esposas, que Deus esteja satisfeito com elas, pese embora amava mais a Aisha que as restantes esposas e sempre suplicava, dizendo: “Oh Deus é assim como divido aquilo que tenho o poder de controlar, e peço-te que não te enfureças por mim naquilo que tens o poder de controla-lo e eu não o tenho” i,é o amor.

A justiça impossível de ser alcançada pelo ser humano é a tal referida de forma figurada no versículo alcorânico (Jamais pudereis serdes justos para com as vossas esposas) [05:19], referindo ao amor e a inclinação do coração para uma delas.

Esta é a primeira questão que pretendiamos abordar em torno dela, que é do islão não ter sido a primeira a  trazer a legislação a poligamia, pois mesmo em nações passadas houve a legislação da poligamia, segundo o que se depreende do hadith que consta no livro de  Al-bukhari sobre a história de Salomão,saudações e bençãos de Deus estejam com ele, quando este dividiu uma noite entre mais de uma centena de suas mulheres/ esposas, que assim percebe-se que o islão não foi a primeira a dar a legislação a poligamia, mas sim apenas colocou um limíte máximo de quatro, deu a sua permissão, condicionando a existência do tratamento com justiça  para com as mulheres.

Quanto a segunda questão que importa debruçarmo-nos a respeito dela é a seguinte: qual é a pedagogia da instituição da poligamia ou seja porque o Sharia instituiu a poligamia?

A resposta desta questão tornar-se-á clara quando lembrarmo-nos que o islão é  e sempre foi uma religião que vai em consonancia com a realidade das pessoas e repleta de vantagens, portanto ela vai ao estilo natural da espécie humana, que pode-se perceber que ela coaduna com a realidade do ser humano e as suas necessidades e com vários aspectos com os quais este se envolve em várias esferas da vida em várias circunstâncias e momentos da sua vida.

O islão não é um sistema que se assenta ao pedantismo vago, muito menos a astúcia deliquescente e a utopia incerta, tão-pouco aos desejos resultantes dos sonhos que entram em choque com a natureza da espécie humana, sua realidade e tudo o que o rodeia e depois desaparecem tais sonhos, ao contrário o islão é um sistema que conserva as boas maneiras na espécie humana, a pureza na sociedade, que não busca a criação de um mundo material que extermina as boas maneiras existentes numa comunidade, tão-pouco incentiva na poluição da sociedade no que tange a sua moral, em nome de necessidades que entram em choque com a realidade da espécie humana.

Islão é uma religião que sempre cria um ambiente que ajuda a alcançarem-se boas maneiras, pureza na sociedade, acompanhado de um pequeno esforço envidado por cada um e pelas comunidade em geral.

Entretanto se considerarmos esta presunção de continuidade sobre as especificidades que o sistema islâmico possui e meditarmos em torno da questão da poligamia, puderemos chegar as seguintes ilações:

1-Há situações reais em várias comunidades passadas e contemporâneas em que se verifica um número acrescido de mulheres prontas para o casamento relativamente a do número dos homens e o número desse défice que se verifica nas comunidades muita das vezes foi registado um máximo de quatro mulheres para um homem. Ademais estatísticas feitas e ainda outras que tem vindo a se fazer a nível mundial, revelam que o número de mulheres tem sido superior ao dos homens e isto deve-se ao maior índice da taxa de natalidade de crianças do sexo femenino e a elevada taxa de mortalidade dos homens. Ao contrário o islão é um sistema que conserva as boas maneiras na espécie humana, a pureza na sociedade, que não busca a criação de um mundo material que extermina as boas maneiras existentes numa comunidade, tão-pouco incentiva na poluição da sociedade no que tange a sua moral, em nome de necessidades que entram em choque com a realidade da espécie humana. mas sim é uma religião que sempre busca criar um ambiente que ajude a alcançarem-se boas maneiras, pureza na sociedade, acompanhado de um pequeno esforço envidado por cada um e pela comunidade em geral.

.como também devido ao maior índice de taxa de mortalidade dos homens relativamente a das mulheres – segundo a predestinação de Allah- visto que as guerras contemplam um maior número dos homens e dizima-os.ademais são os homens que estão mais expostos a acidentes comparativamente as mulheres, por serem eles que saem na busca do sustento e deslocam-se de um lado para outro, algo que os torna vulneráveis e propensos a serem assolados pelas doenças e morte, enquanto no mesmo momento um número significante de mulheres encontra-se confinada em suas casas.

Importa frisar um aspecto relevante que agudiza o problema de défice  número dos homens face ao das mulheres, que é a questão de alguns homens não poderem realizar o enlace matrimonial, escusando-se com a insuficiencia de recursos para aguentar com as dispesas do casamento, na edificação de uma casa ou constituição de uma família. Um outro aspecto não menos importante é de alguns homens retardarem o casamento para uma idade mais avançada com a justificativa de melhoria de seu nível de vida e poderio economico,para que assim seja capaz de aguentar com os custos/despesas dentro do casamento e conseguir criar os filhos, o que difere com aquilo que acontece com  muitas mulheres, pois elas ficam prontas para contrair o matrimónia muito cedo.

Entretanto como poderemos solucionar este problema, que é uma realidade que se faz sentir no nosso seio e repete-se com índices diversificados. Esta é uma realidade que não vale a pena recusar. E será que a sua  resposta e solução reside no encolher dos ombros ou o deixaremos solucionando a sí mesmo, consoante as necessidades e a sorte (do destino). Não obstante o encolher dos ombros não é a solução para este problema muito menos deixa-lo solucionar a si mesmo automaticamente, algo que nenhum sensato poderá o dizer ou seja alguém que respeita  a sí e respeita a espécie humana. Sendo assim na tentativa de encontrar uma solução é imperioso encontrar um sistema como solução e a necessidade de sua implementação, que somos confrontados com três situações, que são as seguintes:

Um homem casar-se com uma única mulher e ficar uma ou mais sem contrair o casamento – consoante o défice do número de homens- e passar/ passarem o resto da vida sem conhecer um homem;

um homem relacionar-se com uma única mulher a partir de um casamento legal (Nikah) e conhecer uma ou mais mulher em relacionamentos  ilícitos e, estas não puderem conhecer um homem senão numa relação ilegítima;

alguns homens ou todos eles casarem-se com mais de uma mulher e assim uma segunda mulher ter a chance de conhecer o homem sem manter uma relação ilegítima.

Por conseguinte com base nas três opções /situações supracitadas diriamos que a primeira entra em choque com a natureza/instinto humano, visto que a questão da mulher ficar o resto da vida sem conhecer o homem é desafiante e contra o instinto humano, pese embora alguns extremistas defendam que a mulher pode dispensar a necessidade de ter homem pelo trabalho e a busca do sustento, porém o certo é que estes indivíduos com um pensamento do genero desconhecem a natureza humana. Como também de referir que mil trabalhos para a mulher jamais dispensam as suas necessidades fisilógicas, seja elas corporais ou carnais como a de ter em sua companhia um homem na vida com vista a lograr a felicidade, convivencia e harmonia junto com seu parceiro. Da mesma maneira que o homem encontra o emprego e o sustento, todavia ainda sente a necessidade de prencher um vazio, que é de ter uma esposa na sua vida e a mesma comparação análoga faz-se da mulher para com homem por se tratar da mesma espécie.

Relativamente a segunda opção/ situação, ela contraria os princípios islâmicos e periga com o “modos vivend”/ modestia da comunidade islâmica, além de ser um desrespeito e desonra para a mulher.

A terceira situação é a escolhida pelo islam e a predilecta consoante o Sharia para servir como solução ao problema mencionado anteriormente, do qual um encolher dos ombros não vale em nada- como resposta- tão pouco o pedantismo serve de resposta para tal questão. Portanto o islão escolhe esta terceira opção como resposta e que vai em concordancia com a realidade e na busca de solução com vista a preencher a sua necessidade e o instinto humano, mas tendo sempre em consideração na sua forma  uma conduta salutar e uma comunidade pura, tirando assim a espécie humana do nível mais baixo da libertinagem ao  ponto mais alto do civísmo.

No entanto se o sistema da poligamia impera que o homem além da sua esposa, tenha uma segunda mulher, isto não impede a primeira de ser a dona do seu lar e quem comanda seus assuntos, pois o islão recomenda que cada mulher seja lhe alocada a sua residencia como seu direito e não abre espaço a qualquer mulher ter o domínio sobre as outras mulheres (que partilham o mesmo homem com ela).

Uma questão não menos importante é a opinião de alguns juristas muçulmanos, que é da mulher no acto do contrato matrimonial ter o direito de vedar ao seu marido a possibilidade de casar-se com uma segunda mulher e caso celebre-se assim o contrato, então ela goza o direito de pedir a dissolução do casamento, caso o marido não cumpra com a condição exigida no pacto matrimonial. Igualmente uma mulher que não tenha colocado a condição do seu marido estar vedado de casar-se com uma segunda mulher, durante a vida conjugal tem o direito de pedir a dissolução do seu casamento, caso verifique o não preenchimento de alguns dos seus direitos pelo marido.

Entretanto não discutimos aqui a questão de uma mulher partilhar o mesmo homem com uma ou mais mulheres desconforta-la e diminui-la a felicidade a qual tanto era almejada por ela, porém o desconforto que ela deparar-se-á ao partilhar o mesmo homem com uma ou mais mulheres é menor que o desconforto que possa ser deparado por uma mulher que não passe pelo casamento toda a vida. Portanto aquela mulher que se mostra oponente ao casamento de seu esposa com uma outra mulher, poderá vir desejar um casamento idêntico futuramente e aceita-lo depois de passar por um divórcio ou pela morte de seu marído.

Outrossim colhemos uma experiencia ao longo da historia da humanidade e assistimos tal cenário, ontem e hoje, antigamente e nos dias que correm uma realidade na espécie humana que não se pode refuta, muito menos menosprezar, que é a questão do período de fertilidade no homem verificar-se até aos setenta (70) anos ou mais, enquanto na mulher a fertilidade compreende a idade de quarenta (40) a quarenta e cinco (45) anos para algumas e a maioria até aos cinquenta anos ou mais, o que deprende-se disso que há uma diferença de vinte (20)  anos de esterilidade que não pode ser preenchida pela mulher e não há sombras de dúvidas que um dos propósitos da vida na distinção da espécie, seu relacionamento e alongamento de sua fertilidade é de manter a continuidade da vida com a procriação e aumento da espécie humana, o que significa não ser lógico e em concordancia com o instinto humano impedirmos o homem do usufruto da fertilidade acréscida que a tem relativamente a mulher. Não obstante o que se deve fazer que vai em concordancia com o realidade humana lançar-se um apelo para todas as gerações, em todos os tempos e lugares – não de forma coersiva individual, mas sim no sentido de encontrar  juntos uma resposta que responda esta questão da necessidade natural e que permita que a vida beneficie-se dela (fertilidade) quando for necessário. Entretanto a questão de buscar atender algo que vai em concordancia com o instinto humano e a orientação do sharia a consenti-lo é algo notável na legislação divina (sharia de Deus), pese embora isso não se verifique na jurisprudencia criada pelo homem, pois a visão humana é limitada  que por vezes fica desatenta a alguns aspectos, como também não olha um aspecto em todos os seus extremos, muito menos compreende  o pano de fundo de alguns aspectos ou prever algumas probabilidades.

Entretanto um dos cenários que se assiste inerente a questão acima abordada é a vontade do esposo cumprir ainda com a missão primordial, de fazer filhos, enquanto a esposa não o anseia devido a idade avançada ou doença, porém ainda haja a vontade nos conjuges de manter a felicidade e harmonia entre eles e evitar a dissolução do casamento, então como poderemos responder a essa questão?

Será que é suficiente uma resposta de encolher nos ombros ou deixaremos cada uma das partes batendo a sua cabeça com a parede, de desespero ou ainda mais iremos solucionar tal questão com um pedantismo vago ou uma sagacidade idiota.

No entanto como referimo-nos anteriormente a questão de encolher dos ombros não serve como resposta para esse problema muito menos o pedantismo vago é benéfico para assuntos sérios da vida do homem .Sendo assim somos confrontados mais uma vez com uma das seguintes possibilidades:

impedimento a este homem de dar continuidade da sua actividade natural, de fazer filhos, apoiando-nos com a legislação e autoridade, dizendo-lhe: oh homem isto constitue uma vergonha para sí e desonra para a mulher.ademais inibe os direitos da mulher que encontra-se em sua companhia.

Concessão de liberdade a este homem, deixando-o tomar como amante a quem deseje dentre as mulheres;

Abertura de cessão a este homem à poligamia, evitando-se a dissolução do casamento da primeira esposa;

Olhando atenciosamente verificamos que a primeira possibilidade entra em choque com a natureza/ instinto humano e constitue uma sobrecarga daquilo que está dentro das possibilidades, pois o ser humano ao impormos sobre ele esta carga, como autoridade, o consequente disso seria um aborrecimento e detestamento da vida conjugal a qual vive e isso foi algo que o islão sempre evitou nas suas legislações, visto que procura tornar  o lar conjugal um local de paz e harmonia e o ambiente entre os conjuges salutar e repleto de carinho e amor.

A segunda possibilidade é contra os princípios islamicos inerentes a conduta, visto que eles buscam elevar o ser humano do seu nível ao mais alto e tira-lo do baixo nível da libertinagem para que assim não se assemelhe aos restantes animais, tudo isto como cumprimento da promessa de Deus, de previligiar o ser humano acima dos restantes animais.

No entanto a terceira possibilidade é a única que responde as necessidades naturais e reais do dia-a-dia das pessoas, como também vai em concordancia com os princípios islamicos e garante ainda para  a primeira esposa seu lugar dentro do casamento, permitindo que ela continue vivendo em harmonia e felicidade com seu cônjuge, juntos unidos imbuidos nas boas lembranças do seu passado. Não obstante algo do genero pode acontecer em casos de uma mulher ser esteríl e o seu conjuge desejar ter filhos, que assim estará diante de duas possibilidades sem a terceira:

Divorciar-se da sua esposa e casar-se com uma outra que possa atender-lhe a necessidade, de ter filhos;

 O homem casar-se com uma segunda mulher e continuar com a primeira mulher tratando-a com afecto.

  entretanto há quem pode tagarelar dentre as pessoas pedantistas, dando preferencia a primeira possibilidade, porém 99 no mínimo em cada 100 mulheres irão amaldiçoar a quem indicar ao homem a primeira possibilidade/alternativa, que é a alternativa desastrosa para o lar delas sem preço nenhum e é sobejamente sabido que poucas vezes uma mulher esteril deseja o casamento depois de saber sobre a sua esterilidade e ao mesmo tempo sabe-se que uma mulher com idade avançada que tenha atingido a meno-pausa é atenciosa e carinhosa com as crianças que ficam ao seu redor, filhos de seu marido com outra, que com a presença deles enchem a casa de alegria e rigozigo e ela (a primeira mulher) não se angustia, porque sabe que não pode dar filhos ao seu conjuge.

Um aspecto não menos importante é que em algumas vezes verifica-se em alguns homens a ansiedade de ter mais  filhos, enquanto a sua companheira fez com ele um número menor,que acaba casando-se este homem por uma outra mulher com vista a concretizar o seu sonho e seguir a orientação profética que diz: “Casais dentre as mulheres, as amorosas e férteis, pois eu rigozijar-me-ei com um número maior de seguidores diante de outros profetas, no Dia da Ressureição”.ou por outra um homem que faça viagens com frequencia por motivos de trabalho, que por vezes permanece fora da sua residencia muito tempo e, por algumas razões plausíveis  não pode levar consigo  sempre a sua esposa em todas as viagens, sendo assim com essa solidão que vive para atender as suas necessidades fisiológicas é confrontado pelas seguintes possibilidades:

Procurar por uma mulher que possa viver com ela maritalmente numa relação ilegitima;

Casar-se com uma segunda mulher, viverem juntos e faze-lo enquanto puder, poder  esse que tange a saúde e sua capacidade financeira. E não há sombras de dúvidas que a segunda possibilidade é a melhor e resposta para o seu problema, pois o primeiro constitue incentivo a prática da libertinagem.

Importa frisar que a questão de poligamia soluciona muitos problemas sociais e contribue imensamente na busca de soluções para vários aspectos que se vivem no dia-a-dia em diversas comunidades, exemplos elucidativos estão patentes nas passagens a mencionar:

Uma mulher que tenha perdido seu esposo e tem filhos por criar, nestas circunstancias o islão incentiva ao homem a desposar uma mulher como esta por duas simples razões:

ajudar a esta mulher a conservar o seu pudor e honra-la, criando um abrigo para ela, onde encontre harmonia, tranquilidade e tudo o que ela necessita da vida;

assegurar as crianças e cria-las, em gesto de cumprimento da orientação profética que diz, o Mensageiro: “Eu e a pessoa que apoia ao orfão estaremos juntos assim no Paraíso, indicando o seu dedo indicador e o médio”

uma mulher que nasça com pouca beleza ou mesmo com um deficiencia que diminue a sua beleza, que não tenha sido perpetrada por si, será que cabe a nós privarmo-la do prazer do casamento e de procriar? não cabe a nós fazermo-lo. Não obstante até o islam incentiva  a casar-se com uma destas mulheres no acto de poligamia como um gesto de ajuda-las e torna-las felizes.

Uma mulher que por alguma situação tenha passado a juventude dela sem casar até atingir a idade por onde sinta o desespero pelo casamento, o melhor para ela é aceitar casar um homem que já tenha a sua esposa, com intuito de atender a sua necessidade fisiológica, terminar a sua vida solitária que ficar o restante da vida dela solteira.

Entretanto para onde quer que vamos assistimos o mundo de hoje com seus problemas, que não aceitam pedantismo vago como solução, muito menos tagarelice e não assimilam piada em momentos de rigor diligencia, mas sim a solução deles está evidente na sabedoria divina expressa no versículo: (esposai as que vos aprazam das mulheres sejas duas, tres ou quatro. E se temeis não ser justos, esposai uma só...) [4:3]

  A legislação da poligamia constitue uma resposta a realidade do instinto humano e da vida. Como também protege a comunidade de ser vulnerável ao défice e constrangimento/ aborrecimento por baixo da pressão de uma necessidade natural e a limitação no número de esposas dentro da poligamia protege ao comunidade de estar no abismo da desordem e desiquilibrio, protege a mulher da injustiça e opressão e garante-lhe a honra dispensando-a de passar pela humilhação sem uma razão plausível.

Se uma geração dentre as gerações extraviar-se da retidão e desviar esta legislação, tomando a vida conjugal como uma oportunidade ímpar para servir de teatro de atendimento dos desejos carnais  sem importar-se com a tratamento com justiça para com as esposas, muito menos velar pelos cuidados das famílias, então dessa geração deprender-se-á que ainda não tenha percebido o pano de fundo dessa legislação e a bela missão que ela carrega consigo.

E assim percebemos que a sabedoria e o propósito estão sempre em sintonia, ligados e que estão presentes em todas as legislações divinas, pese embora em algum momento não estejam percebidos pela espécie humana na sua fraca capacidade de constatação.

Gustavo Lobbon dizia: “ a legislação da poligamia é sem dúvidas das melhores, eleva o nível da moral da comunidade que a implementa, traz para a família uma forte coesão e garante a mulher o respeito e a felicidade que ela não recebe no mundo do ocidente”.

Bernardo Shu também dizia: “A Europa sentir-se-á obrigada a voltar aos princípios islamicos antes de findar o século xx queira ou não”.

E uma escritora inglesa diz no jornal “Riqueza de Londres” : “decerto que temos tantas nossas filhas a tomar a vida de vagabundas e é muito visível isso e os cientistas sociais constataram as suas causas e eu como mulher ao olhar para a vida que elas tomam, o meu coração fica despedaçado pelo sentimento que tenho para com elas e o que o meu sentimento e angústia lhes beneficiará, mesmo que um monte de gente associa-se a mim nestes sentimentos, pois o que irás lhe ser benéfica é uma ação pontual que impeça esta situação vergonhosa”.

A deus demos as graças pelo dom da vida, ao termos um sábio como (Toos) o qual diagnosticou a doença e recomendou  a sua cura, dizendo que a permissão da poligamia ao homem de casar  quatro mulheres, esta intervenção colmataria um problema social, as nossas filhas tornar-se-ião donas de casas e o desastre é maior ao impor-se a um homem europeu casar-se apenas com uma mulher e esta limitação é a que fez com que nossas filhas se tornassem vagabundas e as impulsionou na busca do trabalho do homem  e sem dúvidas que o mal na sociedade alastrar-se-á se não for permitida a poligamia.

Qual é a estimativa do número de homens casados que têm filhos bastardos, os quais constituem um fardo para outras famílias e vergonha para a comunidade  e não restam dúvidas que se a poligamia fosse permitida a tal vergonha que tais crianças e suas mães carregam não seria notável , sua honra e a dos seus filhos seria conservado e a questão da mulher misturar-se com os homens levar-no-á a um fim deplorável, e por acaso não se percebe que a sua formação física nos diz que ela tem como obrigações o que os homens não os tem e sobre estes também recaem obrigações que não recaem sobre as mulheres e com  a permissão da poligamia seriam as mulheres donas de casas e mães de filhos legítimos”.

Concluímos com esta pesquisa sobre a permissibilidade da poligamia no islão que esta religião detem uma magnifica legislação a qual honra a mulher, da-lhe o empoderamento que ela merece e eleva o seu nível, visto que esta religião trouxe legislações justas compatíveis com diferentes constrangimentos e mudanças das diferentes faixas etárias da mulher  ou seja  compatíveis ainda com suas  mudanças espirituais e sentimentais.

Portanto as legislações no islão com a sua perfeição, facilidade e misericordia trazem a felicidade ao ser humano em todos os tempos e em qualquer lugar e fazem-no com que tenha uma vida salutar, porque elas emanam de Deus, O Sábio, Prudente, O Sutil e O Conhecedor.





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