A primeira mulher a abraçar o Islam


   Os árabes são um povo que há bastante tempo se orgulharam com o bom carácter.  Todo aquele que é generoso, veraz, valente, age com sabedoria, misericordioso e une os laços uterinos ganha um local de destaque no seio das pessoas, ademais alcança delas a admiração e o respeito e é isto que aconteceu com a Khadijah filha de Khuwailid uma mulher comerciante, de uma família nobre, rica e dentre uma das mais belas mulheres de Meca. quando ela acompanhou sobre a honestidade, veracidade e bom carácter de um homem, cujo respondia pelo nome de Muhammad bin Abdullai da Tribo quraishita, que o convidou para uma operação do tipo sociedade comandita, na qual Muhammad devia fazer uma viagem de negócio com destino a Shami (actual Síria) com vista a comprar produtos e comercializa-los em Meca e ele aceitou o convite e partiu para a viagem, fazendo-se acompanhar por um colaborador de Khadijah de nome Maysarah.

Durante a viagem Maysarah foi assistindo de Muhammad boas maneiras, a sua sabedoria, juízo, bons modos de tratar as pessoas durante as operações e a sua boa gestão no negócio, algo que tanto lhe impressionou  e,  sua  admiração  pela personalidade de Muhammad atingiu o seu auge, quando este recebeu uma atenção especial do monge Nastur, quando os dois se abrigaram a um local de repouso próximo a vivenda do monge e pela notícia que Maysarah deteve do monge, que em Muhammad havia alguns sinais de profecia mencionados no evangelho por Jesus filho de Maria, que saudações e bênçãos de Deus estejam com ele. Regressados da viagem, Maysarah confindenciou a Khadijah as boas maneiras que viu de Muhammad durante a viagem e revelou a sua admiração pela personalidade dele, personalidade essa que ganhou admiração também de todo aquele que se envolveu em operações comerciais com Muhammad.

Maysarah informou a Khadijah sobre as palavras do monge, que assim aumentou imensamente a admiração de Khadijah pela personalidade de Muhammad, interessou-se por ele e viu que este seria um bom esposo e companheiro compatível na sua vida.

Khadijah tinha um status, era uma viúva e que muitos homens nobres de Meca a pretendiam esposa-la. ela enviou sua amiga Nafisa bint Munaya com vista a ouvir de Muhammad seu posicionamento com relação ao casamento e a qual perguntou Muhammad e enquanto conversavam:

Nafisa _ O que te impede de te casares?

Muhammad _ “Não detenho o suficiente para arcar com as despesas do casamento”.

Nafisah propôs ao Muhammad que havia alguém muita linda detentora de riqueza que podia ser sua companheira de vida. Ele perguntou: de quem se tratava e ela lhe disse que era Khadijah filha de Khuwaild e Muhammad aceitou a proposta que finalmente foi na companhia de seu tio a fim de pedir a Khadijah diante de seu tio em casamento, que casaram-se e foi uma bela companheira, que do seu casamento nasceu Qasim, do qual Muhammad recebia a alcunha, e suas quatro filhas, nomeadamente: Zainab, Ruqayat, Ummu Kulthum e Fátima.

Muhammad gostava isolar-se da sua comunidade, reservando uns dias para uma meditação profunda na Cave de Hira, por onde apareceu-lhe o Arcanjo Gabriel, que a paz de Deus esteja com ele e lhe disse: “Leia” e Muhammad respondeu que não sabia ler.

O anjo abraçou-o e apertou-o ao ponto de sentir um desconforto e disse-lhe: (Lê, em nome de teu Senhor, que criou. Que criou o ser humano de uma aderência. Lê, e teu Senhor é O mais Generoso). E depois deste incidente Muhammad regressou a sua casa, enquanto seu coração estava repleto de medo e chegado a casa pediu que lhe cobrissem e segredou a Khadijah sobre o incidente e disse “receio que algo de mau aconteça comigo”.

Khadijah desempenhou o seu papel preponderante como esposa, mostrando sua firmeza, seu pensamento cônscio e visão bidimensional, pese embora receasse que aquilo que fora visto por Muhammad fosse um gênio ou Satanás, tranquilizou-o com as suas palavras de ternura dizendo: “não é assim como pensas, Deus jamais te disapontará. Decerto que tu sempre foste uma pessoa que unificaste os laços uterinos, ajudaste ao orfão e ao encaregado de família, despendeste daquilo que deténs para o desprovido, trataste com afecto aos hóspedes e contribuíste para tudo aquilo que é em benefício da comunidade”.

Caro leitor!  observe atentamente como Khadijah fez uso do seu pensamento e com o seu raciocínio teve visão diferente sobre o futuro de Muhammad, visão essa que apenas seria alcançada por um homem visionário doutado desta componente de visão, quando ela jurou e disse: “Deus jamais te disapontará” pois não é concebível que todas as qualidades supracitadas se encontrem numa única pessoa e seja digna de desapontamento por parte de Deus.

Importa realçar que este aspecto era evidente no seio dos árabes, quando alguém fosse conhecido pela sua veracidade, generosidade, justiça e bons modos, as pessoas esperavam dele um bom futuro, ganho de prestígio, notabilidade, recordação dos seus feitos e aceitação diante da comunidade.

E a partir das qualidades de seu esposo, as quais constituíram uma forte prova lógica para Khadijah concluir a veracidade daquilo que disse seu esposo. Porém buscou também de provas escritas a fim de aferir sobre a situação do seu cônjuge, e recorreu as escrituras celestiais sagradas.

Khadijah mostrou-se ser a pessoa mais preocupada com o que se passava com seu cônjuge, buscando o significado de tal incidente muito antes da notícia alastrar-se no seio da sua comunidade. Ela levou seu esposo ao seu primo Waraqat filho de Naufal, o qual professava a religião cristã antes do ressurgimento do islão e falava a língua Hebraica, o que se depreende que detinha o conhecimento das escrituras sagradas passadas e já estava numa idade avançada e tinha perdido a vista.

Khadijah pediu ao seu primo que auscultasse o que tinha acontecido com o seu primo e Waraqat interpretou dizendo: “Este é anjo que desceu para Moisés, quem me dera se eu continuasse vivo para apoiar a si Muhammad quando o seu povo desterra-lo”. Então Muhammad surpreendido com a notícia, perguntou: “eles chegarão ao ponto de me desterrar?” Waraqat respondeu: “sim. nenhum dos homens trouxe algo idêntico que o trazes senão foi combatido pelo seu povo e caso chegar a sua vez, oferecerei-lhe o meu apoio condignamente”.

De frisar que com a prova lógica que Khadijah obteve a partir do seu pensamento conscio e sua visão e a prova escrita a partir daquilo que obteve da interpretação de Waraqat, seu primo, ela teve a convicção que seu esposo, Muhammad tratava-se de um Profeta e Mensageiro enviado por Deus, que certamente foi a primeira pessoa a acreditar em Muhammad e a primeira a abraçar o islam.

Por um lado foi da prova lógica obtida por Khadijah a partir do seu pensamento conscio e sua visão e a prova escrita a partir daquilo que ela obteve da interpretação de Waraqat, seu primo, que levaram-na ter uma forte convicção que seu esposo Muhammad tratava-se de um Profeta e Mensageiro enviado por Deus.

Khadijah foi a primeira pessoa a acreditar em Muhammad e a primeira a abraçar o islam. A prova escrita foi a que impulsionou a Waraqat filho de Naufal a crer e a acreditar em Muhammad. Quando se confrontasse o que estava escrito nos livros sagrados, Tora e Evangelho no que concerne as características do último mensageiro da humanidade, dentre as quais, que seria um árabe da linhagem de Ismael, que apareceria nas zonas montanhosas de Meca, que o anjo visto por Muhammad foi o mesmo visto pelos mensageiros passados. Waraqat encontrava a semelhança das características mencionadas nos livros sagrados e as de Muhammad, o que lhe persuadiu a crer nele e disponibilizar-se em ajudá-lo na sua missão.

Khadijah viveu na companhia do Mensageiro, saudações e bênçãos de Deus estejam com ele, momentos marcantes, foi a pessoa que mais deu seu apoio ao mensageiro na pregação da mensagem divina. Ela sempre esteve presente ao lado do mensageiro, consolando-o, quando este recebesse um mau trato de seus inimigos e renegadores da Fé.

Khadijah viveu momentos tristes na companhia do mensageiro, saudações e bênçãos de Deus estejam com ele, mas ela mostrou-se paciente, esperançosa de uma imensurável recompensa da parte de Deus.

Dentre os momentos tristes que a Khadijah viveu foi o incidente do cerco do vale por onde os muçulmanos sofreram de várias formas e que depois de tal incidente Khadijah perdeu a vida, enquanto tinha mais de sessenta anos de idade e em gesto de amor o Mensageiro de Deus, saudações e bênçãos de Deus estejam com ele, desceu até ao fundo de sua sepultura para sepulta-la.

O Mensageiro de Deus, saudações e bênçãos de Deus estejam com ele, continuou cumpridor das suas promessas e fiel a sua querida esposa, que sempre  ele elogiou-a bem como manteve os laços de amizade com amigas dela enviando presentes para elas, algo que fez com que Aishat confessasse seu ciúme por Khadijah.

Consta nos livros de Al-bukhari, a partir de Aishat, que Deus esteja satisfeito com ele, disse: “Jamais senti ciúmes por uma mulher como os senti por Khadijah, pois o Mensageiro lembrava-se dela com frequência, mandava presentes para suas amigas e até por vezes eu dizia: até parece que no mundo não houve mulheres excepto Khadija! O mensageiro afirmava: “ ela foi tudo para mim e dela tive filhos”.

No entanto Khadijah ganhou um lugar invejável e previlegiado como recompensa de sua sinceridade e o apoio prestado ao mensageiro de Deus, saudações e bênçãos de Deus estejam com ele.

Consta no livro de Muslim a partir de Abu Huraram que Deus esteja satisfeito com ele, disse: “O arcanjo Gabriel veio ante o profeta de Deus, saudações e bênçãos de Deus estejam com ele, e disse: oh Mensageiro de Deus, ai vem khadijah com uma tigela de comida, quando ela chegar dê-lhe os cumprimentos vindo do Senhor dela e de mim e dê-lhe a boa nova de reservar-se uma vivenda no jannat para ela, que nela não ouçara o baralho e nem sentirá o cansaço”.

Sem dúvidas que é uma bela história, que todo aquele que lê sobre ela, anseia o paraíso  e  puder ver a tal mulher de status a qual recebeu cumprimentos de Deus  e do arcanjo Gabriel aqui na face da terra, que Deus esteja satisfeito com ela e que torne-a satisfeita na vida do além.





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